quinta-feira, 15 de maio de 2014

Quando...



... perguntam do meu passado, respondo:

                                   "Eu não vivo mais lá!!!! Vivo aqui, no presente!!! Sou feliz!!! Obrigada!!!"






Brasileiros e brasileiras....

 

            A Copa do Mundo é nossa e ninguém tasca...

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Metade




 
         
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca.


Porque metade de mim é o que eu grito...
A outra metade é silêncio.
 
Que a música que ouço ao longe,
Seja linda ainda que tristeza.
Que a mulher que amo seja pra sempre amada,
Mesmo que distante.


Pois metade de mim é partida,
A outra metade é saudade...
 
Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor.
Apenas respeitadas, como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos.


Pois metade de mim é o que ouço,
A outra metade é o que calo...
 
Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço.
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada.


Porque metade de mim é o que penso,
A outra metade um vulcão...
 
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância.


Pois metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade, não sei...
 
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito.
E que o seu silêncio me fale cada vez mais.


Pois metade de mim é abrigo,
A outra metade é cansaço...
 
Que a arte me aponte uma resposta,
Mesmo que ela mesma não saiba.
E que ninguém a tente complicar,
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer.


Pois metade de mim é plateia,
A outra metade é canção...

Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor...
E a outra metade também...



 

Deus,



Dá-me sabedoria e paciência....

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Enquanto as férias não vem...


Médico do Interior


Um médico do interior queria tirar um dia de folga mas não podia fechar o consultório.
Chamou o Zé (responsável pela única farmácia da cidadezinha) e disse pra ele:
- Estou muito cansado e preciso descansar um dia... como aqui não acontece nada grave você fica no meu lugar .
O Zé aceitou, o médico vestiu o jaleco dele no Zé e foi pescar...
De tardezinha quando retornou, perguntou ao Zé:
- E aí Zé como foi o dia?
O Zé respondeu:
- Correu as mil maravia, atendi treis duente.
O médico preocupado perguntou:
- Quais foram os casos?
O Zé disse:
- O primero era um omi que tava com dô de estamo.
O médico perguntou:
- O que você deu para ele?
O Zé respondeu:
- Dei omeprasó..
O médico disse:
- Tá certo OMEPRAZOL, e o segundo?
O Zé disse:
- O segundo foi um otro ome que tava com dô de cabeça.
O médico perguntou:
- O que você deu para ele?
O Zé disse:
- Dei tilenó..
O médico disse:
- Correto TYLENOL, e o terceiro?
O Zé disse:
- O terceiro foi uma muié que entro, trancô a porta, tirô a ropa, fico peladinha, deito na cama e disse:
- O sinho pricisa resolve o meu pobrema, fais 5 anos que eu não vejo um omi!!!
O médico preocupado disse:
- Meu Deus do céu, o que você fez com ela?
- O Zé disse: - CARQUEI COLIRIO NO ZOIO DELA, UAI.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Eu...


Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima. Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais.
Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo.
Nem eu sou o que penso que eu sou.
Nem nós o que a gente pensa que tem.
Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar.
Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho.
Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo.
Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido. Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas.
Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.
Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.
Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva.
Impaciente onde você vê ousadia.
Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.
Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos.
E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo.

Inesperado...

 
    Foi esperando quase nada que um quase tudo apareceu. Simples como um fim de tarde. No começo era medo, incerteza, insegurança surgindo como relâmpago no céu. Depois, uma sensação de pertencimento, de paz, de alegria por encontrar um sentimento desconhecido, mas que fazia bem. Não teve espumante, holofote, tapete vermelho. Foi simples como um fim de tarde. Algum frio na barriga, interrogações deslizando pelas mãos suadas, uma urgência em saber se aquilo era ou não pra ser.

    É que um dia alguém nos ensina que quando é pra ser a gente sente.